domingo, 15 de outubro de 2017

Fora da Taça

Esta eliminação é custosa e merece uma reflexão, talvez seja o melhor para tentarmos perceber qual a origem do problema. Mesmo não sendo o primeiro nesta temporada, isto nada mais é que um novo choque com a realidade: acabou a áurea da mudança de treinador e com isso voltamos a sofrer na pele o resultado dos erros cometidos na preparação da presente época. Preparação e desenrolar...

Desta feita, até porque tem um mês de casa (aqui o facto de ser bom treinador não interessa para nada) Jorge Simão não será externamente contestado, nem internamente pressionado, serão os jogadores os arguidos.

Mas fica mais complicado para os causadores do problema que são também os responsáveis pela sua resolução: despedir o treinador é viável, nem tanto os mais de 30 jogadores do plantel.

Boa sorte para o Jorge Simão que bem vai precisar, e enviar um forte abraço aos menos culpados, os Adeptos. Defraudados, depois de mais uma enorme demonstração de confiança e apoio.

Força Boavista.

Ya, a mim também está a custar bastante...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Blogosfera Axadrezada


Novos espaços de discussão sobre o nosso Clube. Sigam, divulguem, participem!


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Força Boavista!

sábado, 16 de setembro de 2017

Venham Eles: benfica


Nunca escondi a admiração por Miguel Leal, pela sua mentalidade e postura, pelas suas qualidades enquanto treinador. Mantenho a opinião que se deveria ter dado mais tempo para o crescimento da Equipa, para a integração dos reforços, para trabalhar e cimentar a ideia de jogo. Por outras palavras, três/quatro jogos depois do de hoje, digamos um mês e, aí sim, analisar o momento, a possível preocupação, sem deixar nunca, como é óbvio, de estarmos atentos à Equipa.

Ponto final no tema ex-treinador. Voltaremos a falar dele no balanço que inclua estes cinco primeiros desafios. Pedra no assunto e virando a página porque importante mesmo é o futuro e tentar perceber o que podemos ganhar com esta troca. Sem hesitação, das poucas coisas positivas a retirar deste episódio será talvez a mais importante: Jorge Simão. Pelo menos havia um trunfo na manga, a ter que existir escolha foi a acertada. Falaremos do novo treinador mais à frente, até porque hoje as atenções estão todas direcionadas para a receção ao atual campeão.



Só uma prioridade para o desafio de mais logo: Apoiar o Boavista, defender o Símbolo até à exaustão. É esse o nosso dever no dia de hoje, nas bancadas, no banco, dentro das quatro linhas, na tribuna, seja onde for.
Só unidos seremos mais fortes, só assim poderemos lutar contra quem tão mal nos quer, quis, e quererá caso lhes seja útil de alguma forma. Prova disso é o recente insulto e acusação, mais uma vez, que fomos vítimas há poucos dias, acusação de novo perpetrada pelo mesmo clube de há dez anos atrás, com a descaradez habitual, com a impunidade da opinião pública, com a conivência dos orgãos de comunicação social. A todos os níveis vergonhosos.

Pelas mais VARíadíssimas razões, deveremos estar apreensivos para o que se poderá passar no desafio de mais logo, mas repito, importante é mantermos o nosso foco, contra tudo e contra todos: a defesa do nosso Clube. Nada é mais importante.


Fortaleza! Força Boavista!


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sobre a Troca de Treinadores


Tentando analisar os acontecimentos o mais friamente possível, privilegiando os factos: 


- Oficialmente, foi o Miguel Leal que colocou o lugar à disposição, três dias depois do último desafio, três dias antes de um jogo com um estarola, um quarto de hora depois do final do treino. Pressão, falta de confiança, o lanche que caíu mal, alguma coisa se terá passado.

- Por falar em coisas que se passaram, aos olhos de todos e até coisas raras: a entrevista ao site do Clube do presidente, a segunda em onze meses. Além de se frisar que queixas de arbitragens não tem existido deste lado (ok, jogo com estarola à porta), deu-se a conhecer a preocupação dada a situação da Equipa e que todos iriam estar atentos à mesma no jogo de sábado. Como se um jogo contra uma equipa com um orçamento 70 vezes superior fosse decisiva de qualquer forma para uma tomada de decisão deste calibre.

- A celeridade com que Jorge Simão foi contratado. Nem o próprio Leal, quando tomou o lugar de Sanchez e já meio mundo sabia que iria ser ele o sucessor, foi tão rápido.

- Quatro reforços chegaram à doze dias, para fortalecer a Equipa e acrescentar qualidade, que era bem preciso. Os restantes quinze, como sabemos, foram chegando, oriundos dos mais variados pontos do globo.
Não se entende como é que com um simples estalar de dedos a Equipa não começa a jogar melhor.

- Leal salvou-nos de uma situação caót... nem vou falar do que se conseguiu com o Miguel Leal, do nível de consistência que atingimos, do melhor futebol que praticamos desde o regresso, da luta que demos a equipas, em teoria, muito mais fortes. A bancada na Vila da Feira em êxtase e a cantar o nome do treinador foi há sete meses, cinco de competição, há 16 jogos, há 8 derrotas atrás. Oito! Parece que lutamos pelo título com argumentos de Champions.

- Enquanto não nos capacitarmos que não é a sala de troféus que entra em campo vamos continuar a ser incompreensivelmente exigentes. Enquanto não percebermos que estamos em 2017 saídos do inferno e não em 1995 ou 2002 saídos do paraíso, vamos continuar a dar tiros nos pés. Como este.



Afinal, não se deu tempo nem confiança, como eu defendia. São opções, merecem respeito mas não obrigam à concordância. Pena ter sido assim.


A partir de agora Jorge Simão é o nosso treinador. Apoio não irá faltar, desde que, e como acredito, o bom trabalho, a dedicação e a seriedade existam. Espero que venhas com paciência, caro Jorge, estar aqui como treinador é tudo menos fácil. Pergunta aos outros três.




Força Boavista!

Rei Posto


Os últimos três dias numa só imagem.

Que rapidez! que organização e profissionalismo.



DesLealdade


Petit: despedido em Novembro.
Sanchez: despedido em Outubro.
Leal: demite-se em Setembro.

Parabéns sinceros aos impacientes e, em particular, à direção. Belos melões, bom planeamento, excelente timing, dos maiores tiros no pé de que há memória.

Obrigado Miguel Leal, mas não o merecemos.


Força Boavista!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Estarolada Sem Vergonha


Estou completamente fora da realidade estarola no nosso país, as suas polémicas, insultos, acusações, o que lhe quiserem chamar. Não vejo debates, painéis de comentadores, todas essas novelas que poluem horários nobres e primeiras páginas de jornais. Sei que percebem o motivo que me leva a ignorar todo esse mundo lastimável. Prefiro Futebol.

Reconheço: só acordo, só tenho mais noção da realidade dos outros, quando sinto na pele. Quando sentimos na pele. Julgo que também neste ponto me entendem, Boavisteiros.

Sentimos, à semelhança do passado, que somos fantoches ou figurantes no meio desta guerra que não é nossa, mas que, muito provavelmente, somos os mais atingidos, como que danos colaterais. Sem pudor. Sem respeito. Foi assim há dez anos atrás, é assim hoje, será assim sempre que for útil a qualquer um dos estarolas. Com toda a hipocrisia deste mundo. Sem um pingo de vergonha.

Igualmente revoltante é ver toda a carneiragem, a máquina propagandista, sulista, centralista, impostora, a assobiar para o lado e, pior, a contribuir de forma descarada e fraudulenta para que estes episódios e fenómenos cresçam e tenham um impacto ainda maior na frágil e facilmente manipulável opinião pública.
Verdade, sentimos a dobrar. O centralismo no norte, o centralismo no país. Somos alvos e vítimas de ambos.


Para quem não está ao corrente, a história é simples. Preparem-se e acreditem se quiserem. É que isto aconteceu mesmo.

Meados de setembro, programa/debate da btv, obviamente, com responsáveis encarnados. Assunto: recuperar uma reportagem de há oito meses atrás do prestigiado jornal britânico Daily News, na qual apontavam os clubes mais corruptos da Europa. Alvo principal enunciado e eis que surge o nome do Boavista nessa lista. O Boavista, acusado pelo Daily News, segundo o benfica, de ser um dos clubes mais corruptos da Europa.
O problema é que tudo foi desmascarado. Essa reportagem nunca existiu, confirmado oficialmente pelo próprio jornal britanico.

Exato. Releiam essa última frase. Nunca existiu. Acreditem se conseguirem, foi tudo uma invenção.

Concluíndo: sendo a btv um orgão oficial do benfica, o clube é obviamente responsável pelo conteúdo do seu canal. É preciso dizer mais alguma coisa? Há outro caminho que não o do corte total de relações, a todos os níveis?


É que isto, meus caros, é uma declaração de guerra. Não somos fantoches. Não pactuamos com ninguém. Não fazemos parte deste filme. Não admitimos que brinquem com o nome do nosso Clube.

Querem guerra, terão guerra. A ferro e fogo, é ao que nos obrigam. Isto não pode ficar por aqui, nem, tenho a certeza, passará impune.


Até sábado.

Parte da lista divulgada. Nós tivemos sorte, estamos abaixo do 17º lugar.
O Glasgow (16º), convidado para a Eusébio Cup, também achou muita piada à brincadeira. Além de não terem vergonha no focinho, são burros.


 
Um exemplo de 'carneiragem'. "Boavista", visível no final do texto.

Vídeo da btv e portocanal:   http://www.quecrise.com/watch.php?vid=eb045a48a



Força Boavista! Estejamos unidos, pelo Boavista Futebol Clube, pelo nosso Orgulho.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Momento





Algo conturbado, não é segredo para ninguém e os números falam por si. Cinco jogos, uma vitória, quatro derrotas pela margem mínima e uma eliminatória perdida pelo meio. Um dos piores ataques e melhor defesa dos últimos dez classificados. Mas o que vai preocupando a fundo é aquilo que a Equipa não consegue produzir, principalmente no ataque. Ainda não. Sendo natural que um plantel que mude/troque/contrata/colhe 19 jogadores tenha dificuldades de entrosamento, chegarmos à 6ªa jornada com problemas a mais, incluíndo a água pelas narinas, já pode ser preocupante. Os 'ajustes' que, por norma, fazemos (ou somos obrigados a) em janeiro, desta vez fizemos nas últimas horas do mercado, com 4 jogadores novos inscritos. Os 'reforços' nos primeiros jogos da temporada foram, afinal, 'internos', na sua maioria os jogadores que entraram para o onze, na temporada passada eram... suplentes.

Reforçando aquilo que foi dito no último post: acordamos um pouco para a realidade neste último mês. E que realidade é essa? O plantel, pesando entradas e saídas do onze, não é superior. Mais equilibrado, sim, mas imediatamente com mais qualidade e soluções, não o é, pelo menos por enquanto. Fácil de ver: alguns que seriam aposta (Samú, Mak, Bukia) não têm qualidade para o ser; alguns dos tais suplentes da época passada não estão (e estarão?) ainda em condições de agarrar a titularidade (Henrique, Carraça); os reforços chegaram tarde e alguns deles a necessitarem de tempo de adaptação, não só ao futebol português mas também ao europeu. Mesmo assim, reforços com dez dias de casa terem mais minutos que outros que estão cá há dois meses é sinal de algo, para alguns evidente: é mesmo preciso qualidade. Não bastam os melões, ou o risco é demasiado alto. E estamos a pagar um pouco essa fatura.
A razão é simples e mentalizem-se de tal: não é pela enormidade e superioridade da nossa sala de troféus que conseguimos encarar equipas, como por exemplo Braga e Rio Ave, olhos nos olhos, a querer dividir jogo, ao ataque, a encosta-los às cordas porque sim, porque somos melhores. Não somos, apesar do agradável romantismo quando apontamos essa diferença de estatuto como forte argumento na hora de lutar para vencer. Temos que dar tempo para trabalhar, para crescer mais do que aquilo que os milhões (sejam dos chineses, dos Mendes ou de onde forem) podem já comprar. Conseguiremos, mas tempo, compreensão e trabalho são bem precisos.



Obviamente, o treinador (e equipa técnica), também por ser o responsável máximo da Equipa, tem culpas do momento. E os jogadores. E a direção pelo planeamento da época, do plantel, em que "a maioria dos jogadores referenciados são portugueses e conhecedores do campeonato português", como Vitor Bruno e... pronto, Vitor Bruno. Ah, e Kuca, David Simão, Nunes, Gilson e Rui Pedro. Bom saber que se tentou corrigir a tempo e não se enveredou pelo caminho mais fácil.

Acima de tudo, acho redutor, e bastante, centrarmos as críticas e a génese do problema no treinador. Infelizmente, os problemas que têm espelho nos resultados têm origem em algo muito mais vasto, não deixando, repito, de o treinador contribuir para tal ou, por outras palavras, não conseguir inverter o rumo tão rapidamente como todos desejaríamos: a nossa situação extremamente precária, a necessidade que temos de crescer, sustentadamente, mas fruto do trabalho do Clube, da militância dos Adeptos, da seriedade e competência dos nossos dirigentes.


Acima alguns dos motivos que nos fazem acreditar que é preciso aquilo que já falamos por aqui: tempo.
Reconheço que estava bastante cético no que toca à Fortaleza, principalmente depois do desafio com o Rio Ave. Foi mau, não fomos nós. E aqui, na minha opinião, palavra de ouro para os Adeptos: o apoio tem sido exemplar, incluíndo nos momentos em que mais precisamos, os mais difíceis. Mesmo depois dos desafios, das derrotas. Aves, Braga, Guimarães, são bons exemplos (atenção que as exceções, mesmo neste caso, confirmam a regra). Aqui surge a outra necessidade, a par do tempo que julgo necessário: a confiança.
Não vai ser fácil o próximo mês, mas de certeza que será [super] decisivo. Para nós, para os jogadores e treinadores, para o Clube. Teremos que ser todos a puxar para o mesmo lado, teremos todos que acreditar e, friso, confiar.



Entre hoje e amanhã saírão mais dois artigos em que darei a minha opinião sobre o momento da Equipa e do Clube. Jogos, jogadores, opções, as melhorias na consistência defensiva, os problemas na ideia de jogo e organização ofensiva, bitaites para dar e vende.


Força Boavista!

domingo, 27 de agosto de 2017

Venham Eles: Aves


Não é a primeira vez desde o regresso que entramos na Liga com três derrotas, mas é a entrada no campeonato que maior desilusão provoca, tendo em conta as expetativas iniciais: os sinais de estabilidade na preparação da época (ao que a manutenção atempada contribuiu) foram evidentes, alguns reforços contratados que, em teoria, prometem (se bem que, ao contrário do pretendido no final da época anterior, a maioria estrangeiros e com pouca experiência de Primeira Liga), o Vágner ficou, o treinador é o mesmo e as infraestruturas/condições vão finalmente ficando um pouco menos más.
À exceção do ataque (e das importantes saídas de Schembri e Iuri, das incógnitas como Yusu ou Clarke, e das certezas como Mateus...), confiança a transbordar na Equipa e Plantel, na defesa e no meio campo. Mesmo, sublinho, com as saídas dos dois centrais e médio titulares. Afinal, não se podia só melhorar com a saída do Carvalho.



E no que toca a visões otimistas ficamos por aqui. Agora, o pequeno choque com a realidade.

Dada a confusão, vai por notas:

- O que mais desiludiu: o não termos uma identidade de jogo, ou seja, aquilo que é pretendido para a Equipa não se conseguiu ainda pôr em prática. Circulação de bola, consistência defensiva, confiança dos jogadores, defender e atacar realmente como uma equipa, reagir depressa e bem à perda de bola. Por exemplo. Nada disto se tem visto. Aqui reside o principal ponto negativo. Pior, vai continuar a não se ver enquanto não estabilizarmos o onze, enquanto não inserimos reforços com qualidade na Equipa, seja por questões físicas seja por questões de adaptação. E é aqui que é preciso tempo, é aqui que é preciso confiar.


- Fomos inferiores aos adversários nos três jogos, ponto. Não há volta a dar. Mesmo em Portimão, na meia hora que tivemos na frente do marcador, ou na Madeira em busca do empate, raro foram os momentos de superioridade da nossa parte. Pensar fazer mais frente a este Rio Ave do que falhar o empate nos descontos é desconhecer a realidade, ainda mais olhando ao momento de forma das duas equipas. Mau jogo na Madeira, mesmo contra uma equipa imbatível em casa há 17 jogos, é um pouco mais revoltante saber que a rodagem no adversário não rodou a nosso favor. Tudo isto é culpa nossa, da nossa incapacidade, do tempo que precisamos para podermos ser consistentes. As [ligeiras] melhorias foram patentes nos dois últimos jogos, mas não chegam e revelaram-se realmente curtas.

- As opções, defesa, meio campo, etc. Fácil de ver se analisarmos a frio: as opções utilizadas são um misto de titulares da época passada com suplentes dos titulares da época passada que saíram. Henrique estava no banco ou enfermaria, Carraça era suplente do Carvalho, Rochinha do Iuri. Ruiz seria do Schembri, ou o Clarke do Renato. A isto some-se novas dupla de centrais, duas em três jogos. Ora, assim a probabilidade de apresentarmos melhorias torna-se um pouco mais reduzida. Pelo menos para já.

- E sublinho este "para já". É uma das duas coisas que nós, Adeptos, deveremos ter em mente, nos próximos tempos e principalmente no jogo desta tarde: tempo, que é necessário, e apoio, que será fundamental. Confio no primeiro, não acredito no segundo, olhando às inexistentes paciência e compreensão do primeiro jogo da época na antiga Fortaleza. Mas ainda estamos a tempo de corrigir e sermos realmente importantes no pretendido rumo. Não assobiemos a Equipa aos primeiros falhanços, não sejamos mais um adversário quando a Equipa precisa de reagir às contrariedades, não sejamos nós próprios uma das principais adversidades da nossa Equipa, mesmo em nossa Casa. Conseguiremos?

- Os ajustes e últimos reforços (por enquanto, reforço, no singular) ajudam a perceber o principal problema: é preciso mais. Kuca é peça para o onze, Mak entre bancada e rua prefiro a segunda (tecnicamente bom, dificilmente com intensidade para o que precisamos no meio campo), Samú, como se esperava depois da pré-época, precisa de crescer para poder ser útil neste patamar. O mesmo para Bukia, como já falado aqui algumas vezes: pézinhos tem ele, falta o resto. Não ter já idade para juvenil complica a sua utilização. Faltará acrescentar algo sério até à próxima quinta feira.

- Tudo o mais, como questionar o treinador (partindo do princípio que a culpa do mau início não e exclusiva do treinador, nem é ele o foco do problema) é perder tempo. Claro, opinião pessoal, continuo a achar Miguel Leal como o homem certo para quem quer uma Equipa competitiva. Mas não chega. Como em nenhum clube do mundo, ter um bom treinador não chega. Verdade, difícil perceber para alguns, mas é a realidade. Sublinho, sem branquear erros que se cometeram até aqui neste início de época, também pela equipa técnica.


Para hoje, duas coisas:

Apoio. Teremos que ser a Fortaleza. Seremos capazes?

Equipa. Mostrar mais, simples. Não vai ser fácil, mas é daqueles jogos que nos habituamos a ser extra competitivos nas três últimas épocas: as ditas finais, jogos com concorrentes diretos. Para os mais sonhadores ou desatentos, esqueçam: continuam a ser estas as nossas finais. E já perdemos uma.

Poucas alterações nos dois últimos onzes, veremos no jogo de hoje. Dúvidas nos centrais, nas laterais, meio campo e ataque. Ou seja, esperemos por logo. Kuca de início, Rochinha no meio campo e regresso de Bulos não serão surpresas. Mas admito, não sei bem o que esperar do onze.



Siga. Vestir a Camisola e empunhar o cachecol. O Clube precisa. Seremos capazes? Seremos nós próprios nas bancadas?


Força Boavista!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vamos a Isso!


Principal razão para encararmos com otimismo a nova época: sinais evidentes da estabilidade, tranquilidade extra comparando com as últimas três pré-épocas e crescimento sustentado. Tanto na preparação como, principalmente, no planeamento da época. Como costumamos dizer, devagar e bem, porque é importante não esquecer as dificuldades acrescidas pelas quais ainda passamos.
Reforços atempados e ajustes ao plantel à imagem do treinador: mais equilíbrio, outro tipo de soluções e maior número de opções, as principais diferenças relativamente ao plantel da época passada.

 Alguns dos reforços para 2017/18

Breves notas acerca do plantel, por partes:

Na baliza, algum descanso: Vagner é reforço de peso, principal candidato à titularidade; no banco, algo a que não estávamos habituados desde o regresso: temos opções credíveis, que não nos fazem ter o coração nas mãos aquando da indisponibilidade do titular, Assis e a incógnita Spiegel.

Sangue novo no eixo da defesa, que dão algum otimismo mesmo perdendo os dois centrais titulares de uma das melhores defesas do último campeonato: Rossi, Sparagna, Robson e Henrique (Aidi como bónus). Sobretudo, dá ideia de serem centrais de caraterísticas diferentes às de Lucas e Sampaio, seguros defensivamente mas mais à imagem daquilo que o treinador pretende para a Equipa, aptos para a circulação e construção desde trás. A confirmar, mas poderá ser essa a principal diferença.
Não se ficam por aqui as boas novidades no sector defensivo: muito positiva a concorrência nas laterais. Na direita estávamos conversados (Mesquita e Edu dão garantias), na esquerda conseguimos fazer um upgrade importante. Vitor Bruno tem dado sinais de ser um bom reforço, boa concorrência para Talocha.

No meio campo, destaque para dois reforços, um dos quais provável titular já no desafio de hoje: Tahar, ao qual se junta Rodriguez. O primeiro ja é conhecido e todos torcemos para que se apresente pelo menos ao mesmo nível da sua primeira passagem pelo Bessa, seria ótimo. Pela amostra, e apesar da ausência nos primeiros jogos de preparação, parece que sim. Acerca do espanhol, também é uma melhoria: tem sido utilizado a '6' (posição do Idris, dando outro tipo de soluções com bola, apesar de menor poderio físico comparando com o senegalês), mas poderá fazer também a posição '8' (aproveitando a sua capacidade de passe). Espinho, Carraça e Samú completam as opções, talvez por esta ordem de protagonismo (e de contar também com Sparagna que poderá ser boa opção a trinco). Época de afirmação para Carraça e Samú? Mak é outra opção para o meio campo (ofensivo, ao que parece), veremos se consegue apresentar melhorias que são bem precisas nele.

Acerca do ataque, talvez o setor com maior ponto de interrogação. Dois pontos importantes: não há outro como Iuri, poderemos tirar mais partido dos avançados que temos comparando com Schembri (apesar do valor do maltês, contando que a sua saída nos permitiu avançar para outras soluções).
Renato, Rochinha, Bukia, Mateus e Yusu para  as alas, Bulos, Clarke e Ruiz para o centro (o panamiano também poderá jogar a extremo).

Destaque, claro, para a excelente forma de Rochinha (veremos se na ala ou no meio) e a mais valia Renato que, relembro, não foi titular em nenhum dos jogos de preparação (hipótese saída?!). Bukia apresenta as mesmas dificuldades (e os pingos de génio, aqui e ali), Mateus revela-se uma opção a ter em conta: experiente, bom tecnicamente, útil à equipa. Yusu, apesar dos bons sinais (e da inexperiência), poderá nao ser para já, Clarke veremos como se adapta. 

Em relação ao empréstimo (um, e chega), não façamos um drama por um jogador com a qualidade extrema do Iuri já não fazer parte do plantel. Diferente: Iuri veio para criar, para ser a solução de uma Equipa que muito precisou do seu génio; não é expectável o mesmo em relação ao Ruiz. Primeiro porque não precisamos (a ideia é a Equipa conseguir criar por ela própria), segundo porque é um jogador de caraterísticas diferentes, que nos podem ser igualmente (ou mais) úteis.


Acerca do sistema e da abordagem que fazemos ao jogo, poderá estar aqui a grande evolução. Treinador para isso temos, sinais que as coisas estão a ser trabalhadas nesse sentido também, melhor e mais equilibrado plantel ajudam nesse sentido. Boa circulação e posse de bola, mais autoritários no desafio, com maior iniciativa, igualmente coesos no meio campo e seguros no último reduto. Sobretudo, não termos que nos adaptar tanto ao adversário e moldar a nossa abordagem consoante o desafio, ao invés, tomarmos nós conta do jogo, termos nós a iniciativa, obrigar os outros a anular o nosso jogo. Mais ou menos esta a expetativa. Difícil, reconheço, mas olhando ao plantel, equipa técnica e, claro, nós Adeptos, há que estar otimista. Sempre como até aqui, porque só asssim conseguiremos: todos juntos.


Bitaite para o onze de mais logo:
Vagner / Mesquita, Rossi, Sparagna, Vitor Bruno / Idris, Tahar, Espinho / Renato, Rochinha, Clarke.
Dúvidas muitas (laterais e frente de ataque principalmente), importante é como vamos jogar, com que mentalidade e dinâmica. Não há como não confiar.


Força Boavista!