segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vamos a Isso!


Principal razão para encararmos com otimismo a nova época: sinais evidentes da estabilidade, tranquilidade extra comparando com as últimas três pré-épocas e crescimento sustentado. Tanto na preparação como, principalmente, no planeamento da época. Como costumamos dizer, devagar e bem, porque é importante não esquecer as dificuldades acrescidas pelas quais ainda passamos.
Reforços atempados e ajustes ao plantel à imagem do treinador: mais equilíbrio, outro tipo de soluções e maior número de opções, as principais diferenças relativamente ao plantel da época passada.

 Alguns dos reforços para 2017/18

Breves notas acerca do plantel, por partes:

Na baliza, algum descanso: Vagner é reforço de peso, principal candidato à titularidade; no banco, algo a que não estávamos habituados desde o regresso: temos opções credíveis, que não nos fazem ter o coração nas mãos aquando da indisponibilidade do titular, Assis e a incógnita Spiegel.

Sangue novo no eixo da defesa, que dão algum otimismo mesmo perdendo os dois centrais titulares de uma das melhores defesas do último campeonato: Rossi, Sparagna, Robson e Henrique (Aidi como bónus). Sobretudo, dá ideia de serem centrais de caraterísticas diferentes às de Lucas e Sampaio, seguros defensivamente mas mais à imagem daquilo que o treinador pretende para a Equipa, aptos para a circulação e construção desde trás. A confirmar, mas poderá ser essa a principal diferença.
Não se ficam por aqui as boas novidades no sector defensivo: muito positiva a concorrência nas laterais. Na direita estávamos conversados (Mesquita e Edu dão garantias), na esquerda conseguimos fazer um upgrade importante. Vitor Bruno tem dado sinais de ser um bom reforço, boa concorrência para Talocha.

No meio campo, destaque para dois reforços, um dos quais provável titular já no desafio de hoje: Tahar, ao qual se junta Rodriguez. O primeiro ja é conhecido e todos torcemos para que se apresente pelo menos ao mesmo nível da sua primeira passagem pelo Bessa, seria ótimo. Pela amostra, e apesar da ausência nos primeiros jogos de preparação, parece que sim. Acerca do espanhol, também é uma melhoria: tem sido utilizado a '6' (posição do Idris, dando outro tipo de soluções com bola, apesar de menor poderio físico comparando com o senegalês), mas poderá fazer também a posição '8' (aproveitando a sua capacidade de passe). Espinho, Carraça e Samú completam as opções, talvez por esta ordem de protagonismo (e de contar também com Sparagna que poderá ser boa opção a trinco). Época de afirmação para Carraça e Samú? Mak é outra opção para o meio campo (ofensivo, ao que parece), veremos se consegue apresentar melhorias que são bem precisas nele.

Acerca do ataque, talvez o setor com maior ponto de interrogação. Dois pontos importantes: não há outro como Iuri, poderemos tirar mais partido dos avançados que temos comparando com Schembri (apesar do valor do maltês, contando que a sua saída nos permitiu avançar para outras soluções).
Renato, Rochinha, Bukia, Mateus e Yusu para  as alas, Bulos, Clarke e Ruiz para o centro (o panamiano também poderá jogar a extremo).

Destaque, claro, para a excelente forma de Rochinha (veremos se na ala ou no meio) e a mais valia Renato que, relembro, não foi titular em nenhum dos jogos de preparação (hipótese saída?!). Bukia apresenta as mesmas dificuldades (e os pingos de génio, aqui e ali), Mateus revela-se uma opção a ter em conta: experiente, bom tecnicamente, útil à equipa. Yusu, apesar dos bons sinais (e da inexperiência), poderá nao ser para já, Clarke veremos como se adapta. 

Em relação ao empréstimo (um, e chega), não façamos um drama por um jogador com a qualidade extrema do Iuri já não fazer parte do plantel. Diferente: Iuri veio para criar, para ser a solução de uma Equipa que muito precisou do seu génio; não é expectável o mesmo em relação ao Ruiz. Primeiro porque não precisamos (a ideia é a Equipa conseguir criar por ela própria), segundo porque é um jogador de caraterísticas diferentes, que nos podem ser igualmente (ou mais) úteis.


Acerca do sistema e da abordagem que fazemos ao jogo, poderá estar aqui a grande evolução. Treinador para isso temos, sinais que as coisas estão a ser trabalhadas nesse sentido também, melhor e mais equilibrado plantel ajudam nesse sentido. Boa circulação e posse de bola, mais autoritários no desafio, com maior iniciativa, igualmente coesos no meio campo e seguros no último reduto. Sobretudo, não termos que nos adaptar tanto ao adversário e moldar a nossa abordagem consoante o desafio, ao invés, tomarmos nós conta do jogo, termos nós a iniciativa, obrigar os outros a anular o nosso jogo. Mais ou menos esta a expetativa. Difícil, reconheço, mas olhando ao plantel, equipa técnica e, claro, nós Adeptos, há que estar otimista. Sempre como até aqui, porque só asssim conseguiremos: todos juntos.


Bitaite para o onze de mais logo:
Vagner / Mesquita, Rossi, Sparagna, Vitor Bruno / Idris, Tahar, Espinho / Renato, Rochinha, Clarke.
Dúvidas muitas (laterais e frente de ataque principalmente), importante é como vamos jogar, com que mentalidade e dinâmica. Não há como não confiar.


Força Boavista!

sábado, 20 de maio de 2017

Final de Época




Confirma-se: 9º lugar, barreira dos 40 pontos ultrapassada, melhor prestação das últimas cinco participações e, o melhor de tudo, continuamos a crescer desportivamente, a estabilizar a nossa situação na Primeira Liga.

Como ainda não se falou de Setúbal, postura e abordagem sérias resultam na quinta vitória fora da temporada, num jogo típico de fora de casa na era Leal. Lição bem estudada, concentração, consistência defensiva e aptidão para, em contra ataque, ir criando perigo e ir tentando ficar por cima no desafio ou, no pior, controlando o perigo. Apertando, ir tentando controlar os danos o mais longe possível da nossa baliza. Check e três pontos.

Utilização do chinês efetuada (em jeito de check), deu para ver ainda a continuidade na evolução de Sampaio (desta vez como o melhor em campo), assim como a habitual influência de Espinho, também no momento defensivo.

O exemplo que vale a pena realçar, é o que faz a concorrência da lateral direita. Tivéssemos nós tão bem servidos nas outras posições... Saíu Edu, entrou bem Mesquita, quando até o inverso já tinha acontecido, ganhando a Equipa, claro.





Última jornada do campeonato para ganhar e festejar, claro. Superamos as expetativas e podemos, justamente, ser apontados como uma das sensações do campeonato.
Despedidas, ovações merecidas, agradecimentos mútuos, apoio incessante ao longo de todo o jogo e, sobretudo, relembrar e mostrar bem quem com tão pouco consegue fazer tanto. Pode não parecer, muitos podem nem acreditar muito menos perceber, a comunicação social esquece-se repetidamente de o referir, os comentadores ignoram. Mas é um exemplo claro do que o esforço e a Paixão conseguem fazer, mais que a quantidade, o dinheiro ou a mediatização.
Boavista dentro e fora das quatro linhas, just that. O esforço, o compromisso e a paixão, que foram imagem de marca esta temporada e permitiram-nos atingir os objetivos, mesmo que ainda com tantas dificuldades para podermos retomar o nosso caminho. O que fica: Continuamos a crescer.


Força Edu! Força Boavista!


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Vamos a Eles: Setúbal


Fábio Espinho foi o autor do golo da vitória no Bessa, na primeira volta.


Muito simples: três pontos para garantir o 9º lugar, a melhor classificação e o maior número de vitórias na Primeira Liga dos últimos dez anos, ou seja, das últimas cinco participações. Além disso, possibilidade de igualar o maior número de vitórias fora de casa dos últimos 15 anos (5, em 2004/05 - melhor só mesmo em... 2002, numa altura em que discutíamos o título).

Relativamente à classificação, e não dependendo do resultado do nosso último desafio no Bessa, arrumando já hoje a questão:
- empate garante, pelo menos, o décimo lugar
- derrota teremos que esperar que Chaves não pontue e Beleneneses não vença na última jornada.


Sobretudo, vai ser importante ver a reação depois do murro no estômago que foi o último jogo. É uma excelente oportunidade para limparmos um pouco a imagem da semana passada: há três meses que não vencemos fora de casa, sendo que nos últimos dez jogos realizados fora do Bessa, apenas perdemos dois, contra o terceiro e quarto classificados.

Curiosidade sobre as opções para o jogo e se vai haver alguma 'rotação' ou oportunidade para os menos utilizados. Mesquita e Bukia tem dado conta do recado (titulares nos últimos dois desafios, é expectável que assim continue), tal como Schembri. Relativamente à posição de ponta de lança, Bulos já está apto e, estando a 100%, será forte possibilidade que avance para o onze. Abordando o jogo a apostar na transição e numa postura de maior expetativa (como tem sido hábito fora de casa) é bastante provável que o peruano atue de início.
No meio campo, veremos se Carraça, Mackmudov e Rochinha somam mais alguns minutos, em princípio para as posições de Carvalho e/ou Espinho.
Na defesa, como sabemos, Aidi ainda não se estreou tendo aqui, provavelmente, a última hipótese de o fazer a titular.


Importante uma atitude e exibição que orgulhe os Adeptos, trazer os três pontos e assegurar a posição a meio da tabela.

Força Edu!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Bilhetes


Tinha prometido só falar do último jogo depois do penúltimo. Normal, nada diferente por ser o úlitmo. Mas os 216 comunicados do Boavista sobre o assunto, a pressa que me incutem em garantir o bilhete e o frenesim que isto está a causar nos Adeptos fez-me mudar de ideias. O fresquinho Casal Garcia ao almoço ajudou, mas não teve um papel decisivo, asseguro.

Básico: complicar o simples. Por um lado o negócio, a receita, por outro a Paixão, o amor do Adepto pelo seu Clube. Tentar o equilíbrio entre ambos é, e deve ser sempre, a prioridade. Porque é Futebol. E quem não entende isto ou nem tenta perceber, não está do lado certo da barricada.



Todos percebem a necessidade do Clube em angariar a maior receita possível. Oportunidades como esta não há todos os dias, portanto há que explorar. Ok, entendido.


A venda antecipada dos bilhetes fará algum sentido. Poderão haver obrigações que desconhecemos, a venda antecipada implicará, logicamente, uma receita antecipada. Até aí, tudo bem.

A quantidade dos bilhetes disponíveis para o visitante é bastante superior à dos adeptos do Boavista. Bem, temos uma percentagem de ocupação do estádio, durante o ano, bastante baixa, não é segredo. Todo Topo Norte, níveis 3 da Nascente e Poente. Acrescente-se os níveis 1 e 2 da Poente, com vouchers, convites, bilhetes de patrocinadores. Alguém não percebe? Todos percebem e, esmagadora maioria, concordam.

O preço dos bilhetes. Aqui passamos um pouco ao lado. Há legislação para cumprir e há a fórmula oferta/procura. Algum Pantera não entende isto? Todos entendem. Neste caso, entendem e borrifam-se, porque as cotas estão pagas e o bilhete de sócio custa cinco euros, como habitual. Siga.


A partir daqui as coisas complicam-se. Algo como 'rapar o fundo do tacho', seja a que custo for, e remeto para o segundo parágrafo deste texto: isto é Futebol. Pode ser só um negócio para alguns, mas os adeptos, os nossos principalmente, estão longe de poderem ser encarados como meros... clientes. Friso: quem não conta com isto, não serve. Ou erra e corrige, ou simplesmente não pode voltar a errar.

Mas alguém acredita que os adeptos do Boavista que não dão cinco, sete ou dez euros para um jogo qualquer do campeonato, vão dar vinte para ver a última jornada? Não vão. Para ver o jogo, não. Para ganhar dinheiro com isso, aí a história já muda, como facilmente se constata dando uma vista de olhos nas notícias sobre o tema. "Pago vinte, vendo a cem, e coloco anúncio no OLX". É isto...


A ideia que passa é basicamente esta: o Boavisteiro leva o amigo/familiar benfiquista, se bem que, algo hipocritamente, ou leva o adereço pretendido escondido ou alguém lhe empresta um axadrezado. Com isto, são mais umas centenas de bilhetes vendidos a vinte euros. Admito que seja discutível, mas acho bastante difícil que valha a pena tendo em conta o sentimento que tudo isto provoca no Adepto. E no dia do jogo pode complicar bastante. Já basta fazer do Bessa galinheiro durante duas horas e meia...

Bilhetes de acompanhante num jogo destes. Fica a pergunta: era difícil evitar tudo isto e provocar este sentimento em todos nós Adeptos?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Em Final de Contrato


A chegar o final da temporada, tempo para uma breve reflexão sobre o plantel e os jogadores que, segundo consta, acabam contrato no final da presente época.





Vagner - Não há muitas dúvidas sobre a sua utilidade. Emprestado pelo Mouscron, com quem tem contrato por mais uma temporada, dada a sua qualidade será difícil a contratação. Doze jogos como titular, praticamente desde a sua chegada. É uma posição que precisamos de reforços, caso o brasileiro saia será necessário um trunfo ainda mais forte.

Ba - Um gajo porreiro. 

Henrique - Começou como titular (10), depois de na época passada ser um dos jogadores mais importantes, formando uma boa dupla com Vinicius. Prometia algo idêntico, desta vez com Lucas, mas a lesão à décima jornada, em Vila do Conde (onde até fez um golo), impediu-o de dar o contributo durante grande parte da época. Regressou três meses depois, voltando a lesionar-se no derby no Bessa. Recuperado das lesões é um jogador a ter em conta., mas com este problema... fica difícil.

Sampaio - Não começou bem a época, mas o seu crescimento nos últimos tempos fazem com que haja poucas dúvidas sobre a sua utilidade. Sendo jovem e um dos mais antigos do plantel, seria positiva a sua continuidade. Difícil, mas positiva.

Carlos Santos - Dos que acabam contrato, é o mais antigo do plantel, cumprindo a sua quinta época no Boavista. Um dos menos utilizados (7), é um dos capitães e a sua continuidade é uma incógnita, como já é habitual. Que é jogador de balneário restam poucas dúvidas, e será esse o principal motivo caso renove.

Correia - Lembro-me da sua estreia na Vila das Aves, na nossa época do regresso. Um dos que mais agradou, prometeu bastante dada a sua velocidade. A defender mostrou bastantes dificuldades, o que para um defesa lateral é algo complicado. Ao contrário de Sampaio ou Carvalho, por exemplo, evoluiu muito pouco. A dispensa será o mais expectável.

Tengarrinha - Um dos capitães e um jogador que vai deixar saudades. Uma pena as lesões graves, mas a sua pouquíssima utilização fazem crer que não tem condições para continuar.

Carvalho - 27 jogos esta época, um dos médios titulares na era Leal, como médio centro (não ala). Cresceu imenso, ajudou muito na consistência da Equipa. Na minha opinião é claramente um jogador para continuar e, claro, lutar pela titularidade na próxima temporada.


Em suma:

Out - Ba, Correia e Tengarrinha

In&out - Santos e Henrique

In - Vagner, Sampaio e Carvalho.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Que Faz Falta...

Todos sabem: é animar a malta.


Quem diria? Manutenção no bolso, sem pressão dos pontos, vontade de mostrar serviço para o futuro próximo, honrar o símbolo, todas as condições reunidas para não se passar aquilo que se passou, perante o nosso público e frente a um adversário já despromovido. Más exibições, derrotas pesadas, erros individuais, por muito que custem e por muito criticáveis que sejam, não chegam a este nível de vergonha. E, depois do que foi escrito num dos últimos posts, custa ainda mais, há que admitir. Confiança nos nossos rapazes? Assim fica mais difícil, mesmo depois do que já conseguiram fazer. Ainda assim, enquanto se escreve por aqui, enquanto se lê por aí e enquanto digerimos e tentamos perceber o porquê da péssima postura dos nossos rapazes, estes gozam o seu segundo dia de folga. É a vida.


Vamos às notas:

- Mantiveram-se as três alterações, Schembri, Bukia e Mesquita. Acompanharam o menor fulgor coletivo, mas não destoaram pela negativa. Mesquita cumpriu, como o restante setor; Bukia teve uma exibição positiva enquanto teve forças e, sobretudo, discernimento para desequilibrar. Quando deixou de o ter, saíu e bem, entrando um dos melhores desequilibradores que temos no plantel. O maltês, menos apoiado que na última partida, conseguiu criar algum perigo, dar sequência a algumas jogadas e ser decisivo num dos golos. Acerca do falhanço do ano, é como disse Leal em sua defesa, "só não falha quem não joga". Excesso de confiança reprovavel, mas... acontece aos melhores, sendo ele um dos nossos melhores.

- Falamos acerca do meio campo e da opção Mack/Espinho/Carvalho. O brasileiro foi o preterido para este desafio, entrando Mackmudov para o seu lugar. Na prática, o azeri jogou mais perto de Schembri, mais ativo no último terço na maioria das vezes, fazendo com que Fábio Espinho atuasse numa função idêntica à que Carvalho costuma desempenhar. No final da primeira parte queixou-se de problemas físicos, fica a dúvida acerca da razão da sua substituição. Faltou-lhe agressividade na recuperação de bola e mais acerto na pressão, contribuindo para a incapacidade do meio campo em segurar e lutar pela posse de bola. Com bola, foi lento na maioria das vezes, decisões pouco arriscadas, passes pouco verticais quando tal era possível. Fica o registo para uma das poucas vezes em que conseguiu desequilibrar, oferecendo o golo que Espinho desperdiçou. Para quem precisava de mostrar serviço tendo em conta os poucos minutos que leva... deixou algo a desejar.

- Mas o mais negativo foi mesmo o mais evidente: a apatia e falta de intensidade, impossibilitando a Equipa de ter maior iniciativa e tomar as rédeas do jogo. E o estado do opositor ainda agrava mais a situação, pois defensivamente foi dos adversários mais acessíveis que passaram pelo Bessa esta temporada. Encaro a entrada de Carraça, para mais perto de Idris sem deslocar muito Espinho, como uma tentativa de corrigir esse aspeto. Mas não resultou. A abordagem e atitude não mudaram, a Equipa manteve-se encolhida, sem capacidade de pressionar alto a débil defesa adversária, e, salvo um par de contra ataques, muito raramente incomodou o guarda redes contrário. Pouco, muito pouco para quem tinha de fazer do desafio uma obrigação de conquista dos três pontos.

- Minimamente positivo, e que ajuda até a perceber a tendência da partida: Vagner (esperemos que mais ninguém no mundo esteja atento à sua qualidade, para talvez ser possível por cá continuar...), Lucas e Sampaio.
Mais uma boa exibição do brasileiro que igualou o número de jogos a titular no campeonato da sua primeira época, 21. Raramente perdeu um duelo, chegou quase sempre primeiro à bola, boa leitura dos lances. Continua a crescer, veremos como correm os próximos desafios.


Confiança na reação, segunda feira, em Setúbal, até porque "este Clube não se compadece com este tipo de entrega e é preciso os jogadores perceberem muito bem isso".

Até segunda.


Força Edu!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Venham Eles: Nacional




Penúltimo jogo da época no Bessa e, muito provavelmente, a última oportunidade para fazermos da nossa casa aquilo que realmente merece ser e já o foi em tempos não tão longínquos quanto isso: a Fortaleza. Sobram motivos: podemos ultrapassar a meta dos 40 pontos, acimentar a melhor classificação dos últimos anos, celebrar - que bem merecemos - a excelente temporada que estamos a realizar, e ainda o bónus de mandarmos o adversário para a segundona.


De esperar oportunidades para os menos utilizados, como o treinador referiu, talvez desde logo mantendo as alterações da semana passada, todas elas em bom plano (Schembri, Mesquita e Bukia). Sendo pouco provável mais mexidas na defesa e linha da frente (Aidi, the black chinese?!), sobra o meio campo, um dos setores mais estáveis (e preponderante) ao longo da temporada. Idris praticamente sem substituto, Espinho um dos médios com mais capacidade de criação (e experiência), Carvalho um dos elementos de maior utilidade da Equipa e dos que mais contribui para o nível de consistência que conseguimos atingir.

Rochinha e Mackmudov serão duas das opções minimamente credíveis para o nosso meio campo, sendo que ambos parecem encaixar melhor, falando de características, na posição e função desempenhadas por Fábio Espinho. Ainda assim, ambos a alguma distância da sua responsabilidade na hora de defender e ocupar espaços. Em posse, serão sem dúvida os que mais se assemelham ao nosso número dez.
Embora Rochinha tenha sido mais utilizado como extremo/médio ala, julgo que será no meio campo ofensivo a zona do terreno onde poderá render mais.
Relativamente ao azeri, também o vejo mais como alternativa a Espinho do que a qualquer outro médio, mesmo que algumas das vezes seja utilizado no lugar de Carvalho. Mas não sempre e poucas vezes tal é possível, pelo menos sem danos na consistência da Equipa. Tivemos um excelente exemplo no desafio contra o Tondela:
bem menor exigência defensiva do meio campo, posse de bola maioritariamente nossa e no meio campo adversário, liberdade desse terceiro médio (então Carvalho) foi, ao contrário do habitual, maior e bem mais perto do último terço. Por isso fez sentido, naquele momento ou em situações idênticas, trocar Carvalho por Mackmudov (e, obviamente, a razão por não o fazer), sendo uma situação que se pode aplicar a muitos outros momentos da temporada e que pode ajudar a explicar o porquê do brasileiro ser um dos jogadores mais utilizados e, ao mesmo tempo, injustificar as razões para ser um dos menos apreciados pela massa adepta.


Seja com que onze for, todos os motivos e mais algum para confiarmos nos nossos rapazes. Três pontos, apoio incondicional, atitude dentro e fora das quatro linhas.


Força Edu!