quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Boa Entrada em 2017





Três meses sob o comando técnico de Miguel Leal: onze jogos, desde Leiria para a Taça até ao passado domingo, naquela que foi a primeira vitória na antiga Fortaleza (é desta o regresso?) desde a chegada do sucessor de Sanchez. Em teoria, equilíbrio na contabilidade: quatro derrotas, quatro vitórias e três empates. Na prática, e mais que os resultados, agrada sobretudo a evolução na Equipa, tanto coletiva como individualmente. Organização, confiança e competitividade, pelo menos nestes aspetos, ninguém duvide, estamos bem melhores. 


Resumidamente e dividindo este tempo em três fases.

De início, a nova realidade, refletindo-se tanto ao nível da Equipa como de tudo que a rodeia, incluíndo nós, Adeptos. Discurso coerente e aglutinador, renovada alma no campo, com resultados muito positivos na tabela classificativa, permitindo-nos na altura respirar bem fora de água: vitória na Taça, empate caseiro com Estoril, resultados positivos em duas deslocações sempre complicadas, Vila do Conde e Madeira. Evidentes melhorias, dúvidas sobre as suas origens para alguns: se obra do novo treinador, se a habitual onda positiva após uma chicotada psicológica.

Seguiram-se quatro jogos e outras tantas derrotas, mas desengane-se quem pense que não se retiraram coisas positivas desta série negra (talvez à exceção da deslocação a Paços, a exibição menos conseguida da era Leal). Três ilações principais destes desafios:
- continuamos a dar mostras de evolução em busca da nova identidade e, porque não dizê-lo, de bom trabalho diário. Apesar de desfalcadíssimos nestas partidas, conseguimos lutar pelo resultado até ao final. E de forma bem... interessante.
- estamos cá como desde o nosso regresso, alvos de desrespeito por quem gravita nos orgãos que regem o Futebol português. A história dos castigos (no total, foram treze jogos de suspensão!) e, pior, a não análise ao recurso apresentado pelo Clube, fazem-nos crer que pouca coisa mudou a este nível. E assim se vai manter.
- ainda que desnecessário, o cenário adverso - castigos e lesões - trouxe-nos a certeza do que era evidente: o plantel é extremamente curto nas opções, alguns reforços foram-no só no papel, uns digamos que compreensivelmente (como el gordo Erivelton), outros nem tanto (Medric, Midic, Miodric, como é que é mesmo?). Curto e desequilibrado em algumas posições.




Finalmente, os últimos três desafios, em que conquistamos sete pontos perante concorrentes diretos na fuga à despromoção (e relembro, num cenário nada favorável, em que uma derrota implicaria descer a linha de água). Arrisco a dizer, a respeito da deslocação à Choupana e receção ao Vitória: das melhores exibições desde que regressamos.
Crescimento na consistência, na circulação de bola, na organização dentro de campo, refletindo-se não só na competitividade da Equipa, como na própria confiança individual dos jogadores. Uma equipa muito mais eficaz no momento da perda de bola (imensa melhoria neste particular), que sabe o que faz, concentrada e disposta a seguir o plano até ao final, adaptando-se bem aos vários momentos dos jogos. Acredito, à imagem do nosso treinador.


Muita coisa haverá a melhorar, a acertar e corrigir, mas não restam dúvidas perante aquilo que sentimos: estamos, definitivamente esperamos nós todos, no bom caminho. Sim, sentimos a Pantera a crescer.


Força Edu!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Venham Eles: vitória



Já diz o velho ditado: "Se a inveja fosse areia, Guimarães seria um deserto". Querem rir-se um pouquinho? Se sim, é só visitar isto e respetivos comentários. Há mais exemplos, mas fiquemos por aqui que dos restantes só muda o cheiro.
Ainda assim, não resisto a transcrever este trecho:
"Aquelas práticas de intimidação, agressão, insulto e provocação aos adversários do Boavista que jogam no Bessa vem do tempo do João Loureiro.
No domingo [dia do jogo da Taça] deu mais nas vistas mas há mais de vinte anos que é assim". Ya, parece um comum ser humano-não-vimaranense a falar de Guimarães.
Ah, puta que pariu! Vá, contenham-se e contemplem.

 

Mas, admitamos, o caso é sério e com poucos motivos para sorrir, mais ainda no nosso caso que ainda temos bem entalada a gorada hipótese da 'sexta'.

Eles acham normal um jogador profissional dirigir insultos (verbais e gestuais) para a bancada dos adeptos adversários, no final de um desafio quente como foi o da Taça de Portugal, decidido no último minuto do prolongamento. Anormal será haver reação por quem sente realmente o Clube, o Símbolo e os Adeptos, como alguns dos nossos o sentem, fazendo questão de o mostrar (e defender!). Por incrível que pareça, os mesmos consideram injusto, três dias depois dos acontecimentos, aplicar-se um castigo total de doze jogos (12!) a três jogadores do Boavista, por coincidência todos eles primeiras opções, ao invés do castigo de vinte dias (20!) ao prevaricador, por acaso dos jogadores vimaranenses com menos minutos no presente campeonato. E, convém relembrar, tudo depois de uma vergonhosa atuação do sr. Sousa. 
Isto vindo de gente que se espumou por todos os poros quando constataram que, afinal, no Bessa não eram "favas contadas", seis anos depois do último encontro para o campeonato.

Passemos ao que mais importa, o jogo de amanhã para o campeonato. É jogo grande e convém que o encaremos como um clássico, já que a história (diria até, do futebol português) assim o exige.
Não é segredo, muito menos vergonha, que, neste momento, o plantel dos espanhóis é mais vasto, mais rico e melhor em soluções que o nosso. Não o é também que, a agravar, encaramos o desafio com algumas baixas importantes, de jogadores habitualmente titulares e influentes. Injustamente, mas é um facto.

Mas, também longe de ser segredo, é nas adversidades que nos... agigantamos. Que somos ainda mais 'nós'. Que somos vencedores.
Foi nas adversidades que vencemos os três grandes em finais da Taça.
Foi nas adversidades que quebramos o jejum de meio século, contra tudo que não fosse Xadrez.
Foi nas adversidades que, por duas vezes, passamos a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Foi nas adversidades que regressamos do inferno depois de seis anos lá passados.

Portanto, Equipa, Grupo, Adeptos, Claque, a palavra é só uma: UNIÃO. Lembram-se daquele sentimento em 13 de janeiro deste ano, após a eliminação nos quartos da Taça? É isso, é esse espírito tem que voltar a fazer parte de nós. Seremos muito, mas muito mais fortes. Como disse noutro dia: podemos não conseguir, mas morreremos a tentar.


Desportivamente, veremos como Miguel Leal organiza a Equipa, perante um cenário tão negativo no que toca a opções (Agayev e Espinho estarão ainda em dúvida, podendo juntar-se a Idris, Henrique e Bukia nos indisponíveis). Isto juntando àquilo que já sabemos sobre a real extensão das opções no plantel...
Tem sido visível a vários níveis o melhoramento da competitividade da Equipa: consistência a aumentar, circulação de bola a melhorar a olhos vistos, uma Equipa adulta e que vai sabendo aquilo que quer do jogo. Aos poucos, como já se disse, vai-se melhorando. Mas fica difícil, mais ainda, quando nos deparamos com todas estas contrariedades...

Nas laterais e no trio ofensivo não devem haver mexidas (Edú e Talocha, Yuri, Santos e Schembri). Eixo defensivo começam as dúvidas: Lucas será um dos titulares, alguma incerteza no companheiro de setor.
Assim como no meio campo defensivo, talvez o problema mais difícil de minimizar: não há alternativa minimamente credível para Idris. Tengarrinha (será hipótese para central?!) é talvez a única hipótese (Henrique Martins?!), mas os últimos desafios do nosso capitão mostraram um jogador ainda à procura do ritmo e da melhor forma. Como companheiros de setor, Carraça será um dos indiscutíveis, o mesmo não se podendo dizer do terceiro elemento: Carvalho, Samú, Emin, todos a alguma distância da utilidade e qualidade de Fábio Espinho. Alteração de sistema (para um 442) será outra hipótese, se bem que pouco provável quanto a mim).

Todos ao Bessa. Não há desculpas, nem para não comparecer, nem para deixar de apoiar o Símbolo desde antes do início até depois do final.


Força Edu!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Todos pelo Edu




O Edu é um vencedor, um lutador, e vai vencer mais esta batalha.

Estaremos sempre com o Edu, sempre a torcer por ele, sempre a ajuda-lo naquilo que nos for possível.
Será sempre orgulhosamente um dos nossos. Com a Força e Garra da Pantera.


Força Edu!

sábado, 29 de outubro de 2016

Empate

Falharam o gordo e a Fortaleza. Aquele golo no final teria sido justíssimo.

Em tudo o resto, bem melhores. Dê-se tempo. Pelo menos a Equipa, de certeza melhorará mais.

Força Boavista!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Plantel


Breve análise ao estado do plantel.

É quase unânime que o desta época é o melhor das últimas três, desde que regressamos. Temos o melhor avançado dos últimos tempos, Schembri. Um virtuoso como nem cheiramos à anos, Iuri. E outro a caminho, Bukia, com Renato à espreita. Um médio português experiente e completo quanto Espinho. Ao nível ofensivo, não podemos esticar muito mais. Digas, Edu, Medic, Idé... talvez Luisinho em janeiro. E o inacreditavelmente imóvel Erivelton.

À medida que vamos recuando no terreno, as coisas podem complicar-se.

Idris tem sido o mais regular, mas não há mais ninguém sequer com características parecidas. Daf só para o ano, Gabriel já cá não está. Carraça em ano de estreia na Primeira, Tengarrinha em tempo de readquirir ritmo, sobram Carvalho e a incógnita russa Emin. Ex juniores Henrique e Samú, que não vai ser fácil afirmarem-se (apesar das boas indicações de ambos) completam as opções.

Na defesa, mais preocupações. Lucas tem estado no melhor e no pior, entre o bom e o horrível. Henrique, de companheiro de líder a líder da defesa, é um dos sobreviventes, apesar dos aparentes problemas físicos que tardam em fazê-lo regressar à boa forma. Mesquita e Talocha, ainda assim, com nota muito positiva. Depois do sismo na baliza, Agayev parece que nos vem dar outra tranquilidade (veremos se mais comparando com Mika). Sobram Sampaio, à procura da afirmação, e Santos , à procura de espaço para distribuir abraços.

Podemos fazer um onze forte, certo. Mais forte que nos últimos tempos. Ao nível das opções estamos limitados, veremos se conseguimos crescer nesse aspeto, resultando até numa maior competitividade dentro do grupo.
No global, o plantel, apesar de ter mais qualidade que os últimos, é também dos mais desequilibrados. Fortes no ataque, razoáveis no meio campo, com problemas na defesa. Veremos agora como vamos crescer, coletiva e individualmente (neste aspeto, curiosidade sobre os que têm sido pouco utilizados).



Força Boavista!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Erwin Sanchez

Entrevista de Erwin Sanchez à Sporttv:





Ainda para mais sendo um símbolo nosso - e continuará a sê-lo - julgo que o caso merece que meditemos um pouco sobre o que aconteceu. Sobretudo, como aconteceu.

Antes de mais, a postura exemplar de Sanchez. Não é novidade para nós, já o conhecemos há muitos anos, como jogador e treinador, e sempre, mas sempre, nos mereceu o maior carinho e admiração. Acerca do que falou e também do que não falou. Ponto.

O motivo forte da saída - o mais 'oficial' segundo a direção, pelo menos - foram as declarações do treinador acerca do comportamento dos adeptos. Ora, roça o ridículo, claro está. Percebe-se, é um dado, mas não foi esse o motivo, nem sequer qualquer gota de água. Para já, a contestação física dos adeptos era diminuta - apesar do desagrado pelas recentes prestações da Equipa - falando de lenços brancos, cânticos ou assobios para o treinador. Acerca da pressão que Sanchez fala, que segundo ele afeta o rendimento de alguns jogadores, ela existe e é evidente nos jogos em casa (e ele também refere que fora a Equipa se sentia melhor, com o APOIO dos adeptos). Perfeitamente compreensível, mesmo como forma de proteger o próprio grupo. 
A Fortaleza, infelizmente, não tem sido o que já foi em tempos recentes. Facto. E temos, rapidamente, que corrigir isso.

Sanchez fala na entrevista de um episódio aquando da visita do Boavista a Moreira de Cónegos, perto do final da época passada. Um 'zum-zum' qualquer sobre a possibilidade Miguel Leal. E logo aí dá ideia que tudo isto nasceu... torto. A indecisão da direção, temos a certeza agora, foi enorme. Incerteza ou espera, o que quer que tenha sido. Por um lado, o bom trabalho de Sanchez na segunda metade da época, por outro a possibilidade de poder contar com Leal. Sanchez começou debilitado, com menos tempo que o que devia ter e, como diz o próprio, sem as condições ideais (falando do plantel, das saídas, e do resto). Mais uma vez, dá ideia de pouca proteção a um treinador nosso.

Curioso, coincidência ou não, é que a par desta mudança de paradigma (Leal, como sabemos, não é um homem da casa ou ex-jogador, como os últimos timoneiros), há também a mudança na direção do Clube, no que toca a assuntos desportivos, digamos assim. E, por acaso, já com uma decisão de fundo. Veremos se mais mudanças vão ser visíveis e se alguma coisa se torna mais ou menos agradável.


Na minha opinião, tentando analisar friamente, Sanchez não conseguiu tornar a Equipa suficientemente competitiva, pese embora a seriedade, vontade e, sublinho, as ideias bastante positivas na identidade que ele pretendia para a Equipa. Pouco tempo para isso e poucos argumentos? Talvez. Pouca experiência no futebol europeu, liga portuguesa em particular? Muito talvez. Mas é um facto que, após uma pré-época agradável e uns bons sinais no arranque da temporada, houve alguma estagnação na evolução. Talvez se tenha regredido em alguns aspetos, até mesmo na confiança dentro do plantel.
Junte-se a isto a possibilidade de concretizar o 'plano' mais apetecível pela direção, quiçá mais difícil de o concretizar em maio último, o momento mais oportuno.




Preparem-se. Bem. Temos que regressar em força. Cabeça limpa, pelo menos em nós. Tudo a Leiria.

Força Boavista!


terça-feira, 11 de outubro de 2016

ML



Like a dream. Admito desde já, mesmo não esquecendo como são estas coisas no mundo do futebol, em particular quando se trata de treinadores.

Com um percurso académico notável, e depois de passagens pela formação de vários clubes, foi preparador físico da equipa técnica liderada por José Couceiro, na Turquia. A partir daí, destacou-se no Penafiel (foi repescado dos juniores para os seniores, fazendo um excelente trabalho, sendo eleito treinador do ano de Segunda Liga), continuando o trajeto com duas boas épocas no Moreirense.


Liderança, capacidade de rentabilização dos jogadores, discurso coerente para o exterior, são algumas das virtudes que lhe reconheço. Gosto da mentalidade que incute nas suas equipas: são equipas adultas, daquelas que sabem o que fazem em campo, com prioridade à consistência (como deve ser, sempre), e com noções, para mim, muito agradáveis do jogo e com uma abordagem aos diferentes desafios que me satisfaz imenso.

Posso estar a ferver um pouco visto que, como disse acima, sou admirador da sua maneira de trabalhar e a forma como encara o Futebol. Dentro e fora do campo.
Mas é mesmo assim... fichas todas, all-in. Se falhar, falhamos todos. Apoiar, em todos os momentos, é obrigatório. E relembro: estamos a meio da primeira volta, temos aí desafios difíceis à porta, o plantel não foi elaborado por si. Assim, é preciso tempo. Paciência, confiança e tempo.


Boa sorte, Miguel Leal.



Uma palavra para aquilo que me parece ser o sentinento dos adeptos neste momento: absolutamente consensual esta escolha. Percebe-se porquê. Em maio último foi dos nomes mais falados, parece até que da parte da direção a indecisão foi bastante acentuada (terá partido Sanchez já fragilizado, precisamente porque a opção ML seria prioritária?!).


Outra coisa que terá que estar de regresso, agora que temos (nós, adeptos) uma oportunidade de ouro para 'limpar' a cabeça: a Fortaleza. Isso, meus caros, não pode falhar. Isso, contra tudo e todos, mesmo intra-muros, tem que ser a nossa imagem de marca. Ou continuar a sê-lo.


Força Boavista!

Sanchez



Aquela segunda volta na época passada foi mágica e, claro, um dos culpados foi o nosso Sanchez. "Nosso", como até aqui, como sempre.

Boa sorte, Campeão.



Aproveitando o momento para retomar as postas aqui no blogue. Dois meses out, motivos extra-futebol. Sorry 'bout that.

domingo, 14 de agosto de 2016

Tiro de Partida




Pré-época um pouco atípica no que toca ao acompanhamento dos desafios de preparação, por isso algum desconhecimento - e especial curiosidade - sobre o que pode saír da estreia nesta Liga. Bons sinais no torneio de Paços, apresentação agradável (não esquecer o tenro adversário que tivemos pela frente, pouco deu para aferir da Equipa), alguns jogos à porta fechada e a repetitiva tentativa de saber algo mais sobre a Equipa e seus desafios, no nosso site/facebook e no dos nossos adversários também que os tempos a isso obrigam.

Rápida análise do momento, a poucas horas da nossa estreia:


Plantel

Diferente, mais à imagem de Sanchez, quer nas contratações quer em algumas das perdas ou dispensas. À partida, não poderemos dizer que é um plantel mais forte que o que acabou 15/16. Não o é. Perdemos alguns jogadores 'base' da época passada (Vinicius, Ribeiro e Afonso à cabeça), conseguimos colmatar algumas dessas posições, tivemos maiores dificuldades para o fazer noutros casos. Corremos - de novo - maior risco, pois alguns desses jogadores fazem estreia na Primeira Liga, no futebol português ou em ligas profissionais. Como tem sido habitual, é preciso tempo, o que aumenta as dificuldades.


Equipa

Tentando antecipar um pouco o jogo de logo, especial curiosidade para perceber quem está à frente de quem na linha defensiva. Reforçamos os 4 lugares da defesa, à partida em equilíbrio de valor com os que já faziam parte do plantel. Na baliza, veremos se Mika continua a tradição de não iniciar a temporada (desconhecemos a sua aptidão, já que esteve lesionado). Agradaram as prestações de Mickael Meira (22 anos, estreia na Primeira), Ba foi titular em alguns dos jogos de preparação. Minha aposta recaíria no jovem reforço português.
No quarteto à frente, a única certeza é que Henrique é o novo Vinicius. Deu para ver que começou em forma e super motivado para ser o novo líder da defesa, e qualidade e experiência para isso tem ele. Sobre o companheiro de setor, dúvidas que se limitam a dois jogadores, Sampaio e Tagliapietra (numa das posições mais 'em risco'). Nas laterais, o tal equilíbrio de valor, Talocha/Correia e Machado/Mesquita; a maior experiência do brasileiro poderá valer-lhe a titularidade, para já; na direita, dois jogadores de caraterísticas idênticas, para confirmar se vai ser aposta na continuidade ou se vamos ter novidade.

Meio campo talvez o setor que mais agrada, em teoria. Apesar das perdas importantes - Tahar e Rúben - há dados que nos permitem ser um pouco mais otimistas. Espinho é uma certeza, difícil imaginar um substituto melhor para o agora jogador caxineiro (como ele curte a praia!). É diferente, menos tecnicista, menor poder de drible, mas talvez até um médio mais completo. Tem tudo para ser o herdeiro da batuta, mais à frente perto do avançado ou recuado para a posição de médio centro. Uma das curiosidades maiores acerca da Equipa. A acompanha-lo, uma quase-certeza, Idris (que todos lhe conhecemos as caraterísticas...) e uma enorme dúvida, o terceiro médio (influenciado também pela posição que Fábio poderá ocupar, se como médio/segundo avançado ou médio/+ dois avançados). Carraça surpreendeu pela positiva nesta pré-época (e parece aposta forte do Erwin; já agora, não esquecer Henrique, ex junior em muito bom plano), temos o Capitão Tengarrinha que dispensa apresentações (reapareceu e jogou como se não tivesse tido lesão de meio ano) e a incógnita russa, o Emin.
Incluindo os alas na equação do meio campo (até porque são claramente mais médios que extremos, com e sem bola, reforçando a ideia do 442), temos Carvalho e Renato como prováveis titulares. O português apareceu em boa forma, ambos tem condições para continuar a crescer no jogo da equipa. Não acredito que Digas ameace o lugar de médio direito, não direi o mesmo em relação a Bukia. Acredito que Sanchez aposte inicialmente no brasileiro, mantendo a consistência e tendo em conta que o adversário é um 'europeu' e não podemos entrar com a corda toda, como aconteceu algumass vezes no início da 'era' Sanchez.
Samú poderá espreitar um lugar, se bem que dificilmente como titular.

No ataque, houve reforços, perdas e dispensas, algumas delas com um 'finalmente' bem grande outras nem por isso. Schembri, pelo que já mostrou, é muito provável que seja titular, um jogador à imagem do que o nosso treinador pretende para o ataque, mobilidade, sentido prático e, claro, qualidade e experiência. Para confirmar, mas admito bastante expetativa no maltês. A fazer parte da dupla, incógnita. Pelo que já referi atrás (Espinho poderá ser o mais perto da referência ofensiva, funcionando um pouco como segundo avançado quando não temos a bola), ou se vamos ter algo mais... arriscado e ofensivo. Também difícil imaginar quem: Idé poderá precisar de tempo (e poderá ser um jogador com caraterísticas para algo mais específico no ataque), Erivelton duvida-se que já esteja 'apto', Medic que seja já aposta inicial. Outra hipótese será encaixar Bukia no centro do ataque/meio campo ofensivo, foi testado aí na pré-época (em que também demonstrou estar em boa forma - tal como no ano passado) e poderá ser uma boa forma de poder contar com ele no onze sem mexer muito com a pretendida consistência do meio campo.
Surpreendente a dispensa do Luisinho, é impossível passar ao lado. Tecnicamente é um dos jogadores mais evoluídos que temos, dos que mais desequilibra no último terço. O problema (que já se tinha visto na época passada, em que foi aposta irregular), são as características quase 'exclusivas' de extremo, que não encaixam no sistema pretendido. Renato, como médio, é mais completo, falando de Carvalho (que podemos dizer, ocupa a sua posição) percebemos que Luisinho é o oposto daquilo que Sanchez pretende. O que é diferente de assumirmos que acrescenta qualidade e soluções ao plantel. É uma perda pelo lado desportivo, por outro lado talvez alguma desmotivação precipitada do jogador esteja na origem deste desfecho inesperado.


Atitude

Agradou a liderança, seriedade e intensidade que demostramos no torneio de Paços. Os capitães à cabeça, os já repetentes a acompanha-los e a indicarem o caminho aos mais novos. E tem que ser, obrigatoriamente, esse o ponto de partida, aquilo que nos fez ressuscitar em tempos recentes, aquele que tem que continuar a ser o ingrediente principal: ir à guerra com todas as nossas armas, lutar batalha a batalha. E sempre, mas sempre, conncosco a acompanhar fora das quatro linhas. Fora, mas imensamente perto. Com eles e por eles, todos juntos.

Parece cliché, mas o Inferno do Bessa tem que regressar. Sim, regressar. Não podemos falhar, e desengane-se quem pense que isto vai ser mais fácil, que vamos crescer muito de um momento para o outro. Não vamos. Vamos sofrer e teremos que ser unidos para, de novo, levar a nossa avante.

Todos ao Bessa, todos seja onde for. Isto vai começar, e vamos fazê-lo em força.



Força Boavista!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Siga Para Estágio


Depois da febre e tempos de sonho que todos nós vivemos nos últimos dias e voltando à realidade, pouco diferente da de há umas semanas atrás: as dificuldades em manter os jogadores desportivamente mais importantes na última época confirmaram-se, dos reforços pouco se poderá falar porque são desconhecidos, a nossa pujança no mercado é quase nula.

Mesmo sem vermos a equipa nem reforços, são evidentes os motivos para muita preocupação. Os objetivos levaram um ligeiro 'upgrade' e as correspondentes melhorias na Equipa ainda não aconteceram. Pior, dos mais influentes foram mais os que saíram.


Confirmam-se as dificuldades para equilibrar e fortalecer o plantel, todos seguem para estágio ao contrário do inicialmente planeado, mesmo os juniores recém promovidos e jogadores em observação.
Quem não segue é Alex junior (defesa ala esquerdo que esteve emprestado ao Vila Real onde fez 20 jogos) e, algo surpreendentemente, Hackman (11 jogos como titular na última época), um dos jovens no qual se poderia depositar maiores esperanças na sua afirmação.
Seguramente que isto só pode melhorar.


Por alto, o que temos neste momento:

Mika, Mickael e Ba.
Na baliza, pior não poderíamos ficar. Mickael é a novidade.

Mesquita e Edu, Henrique, Sampaio e Santos (Pimenta também não faz parte dos centrais), Correia e Talocha.
Defesa, Vinicius é a baixa (presente em 32 jogos no campeonato...), não temos ninguém como o agora jogador do Apoel, apesar de termos quem jogasse bem com ele ao lado. Não chega. Hackman é outra baixa.

Idris, Gabriel, Tengarrinha, Daf, Anderson, Carraça e Samú
Meio campo mais dois que saíram, veremos quem poderá chegar. Tahar e Rúben são baixas a sério, dos reforços teremos que esperar para ver Daf e dois dos mais promissores e ainda esperar que chegue mais alguém.

Luisinho, Renato, Bukia, Medic, Shembri, Abner, Digas, Ivan e Edu.
Parece muita gente no ataque, mas o destaque até são as saídas, pequena limpeza com a saída dos nigerianos (e alguns 'médio ofensivos'), veremos como serão os reforços Shembri e Medic. Nas alas as perdas foram mínimas, mais uma vez alguma fé em Luisinho, Bukia e Renato, que é o que temos, goste Sanchez ou não. E na nossa cantera, Edu e Ivan.